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Câmara Municipal de Fafe



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Notas

O Museu das Migrações e das Comunidades foi fundado por deliberação do Município de Fafe em 12/07/2001.  Um Museu que pretende aprofundar o conhecimento das migrações na diáspora portuguesa.





Origem

 

 

O Distrito de Braga

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Município de Fafe

Fafe, terra encravada na transição entre o Minho e Trás-os-Montes, que viu as suas gentes escolherem a emigração como estratégia de vida, num tempo em que a ruralidade marcava o seu quotidiano. O Brasil foi, no século dezanove, a primeira escolha. Muitos partiram, alguns voltariam trazendo à sua terra propostas de mudança.

A cidade hoje

(ver)

 

Freguesias do Distrito de Braga no século xVIII:

CAPELA, Viriato (2003). As Freguesias do Distrito de Braga nas Memórias Paroquiais de 1758 - A construção do imaginário minhoto setecentista. Braga:

 

 



 

Dados Nacionais

Embora inicialmente pobres, as estatísticas portuguesas apresentam continuidade cronológica desde 1855. Começa a série com as estatísticas semioficiais publicadas por Rodrigues de Freitas, abrangendo o período de 1855-65, e continuam com as publicações oficiais iniciadas pelo Inquérito Parlamentar sobre a Emigração de 1873. A partir de 1866 as estatísticas passam a ter por base os passaportes emitidos por todos os governos civis. Só a partir de 1880 são quantificados nas estatísticas portuguesas os indivíduos expatriados para o continente americano, nomeadamente para o Brasil, Estados Unidos e Argentina, países do continente americano receberam a quase totalidade dos emigrantes portugueses. Existem, assim, dados quantitativos da emigração para o período de forte crescimento demográfico e de grande mobilidade populacional da segunda metade do século XIX e começos do século XX.

De acordo com os dados apurados pelos autores do Inquérito Parlamentar sobre a Emigração, realizado em 1873, os imigrantes portugueses legais ingressados no Rio de Janeiro de 1861 a 1872, em navios de vela, ascenderam a 49 610, sendo 38 900 originários do distrito do Porto.

Na perspectiva de Orlando Ribeiro, o movimento emigratório português até ao ano 1900 oscilou em torno dos 20 000 emigrantes anuais, verificando-se nessa altura uma recessão pouco duradoira, à qual se seguiu um grande incremento que alcançou cotas jamais atingidas, 49 000 em 1911, 77 000 em 1912, 67 000 em 1913. Concluiu também que de 1890 a 1940 saíram do país 1 200 000 emigrantes, 92% naturais do Norte e 83% com destino ao Brasil.

Bento Carqueja, em 1916, contabilizou em 900 000 o número de emigrantes portugueses que, no decurso dos anteriores 40 anos, tinham abandonado, definitivamente o país. Em 1917, Fernando Emídio da Silva calculava a população portuguesa no Brasil em 800 000 pessoas.

PILOTO, Maria Adelina de Azevedo (2010). O Concelho de Vila do Conde e o Brasil – Emigração e Retorno (1865-1913), Tese de doutoramento. Porto: Universidade do Porto, Faculdade e Letras. pág.39-41


A emigração portuguesa - suas origens e distribuição

(ver)