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Câmara Municipal de Fafe



O nosso blogue

Notas

O Museu das Migrações e das Comunidades foi fundado por deliberação do Município de Fafe em 12/07/2001.  Um Museu que pretende aprofundar o conhecimento das migrações na diáspora portuguesa.





A Indústria

 

Fábrica do Ferro - Fafe

Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe

 

Em Fafe existem três importantes indústrias têxteis que tiveram origem na iniciativa directa de emigrantes de retorno do Brasil e uma dedicada ao ramos dos refrigerantes, já desaparecida, com a mesma origem.

No ramo texto a Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, localmente designado por fábrica do Ferro, a Companhia de Fiação e Tecidos do Bugio e Empresa Têxtil do rio Ferro e, a Fabrica Fafense de Refrigerantes.

 

A Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe resultou da iniciativa do emigrante do Brasil «Brasileiro» José Ribeiro Vieira de Castro, que em 15 de Dezembro de 1886 propôs a remodelação dos objectivos da Companhia Industrial de Fafe, instalada numa queda de água no rio Ferro, na freguesia de Fafe e que se dedicava à moagem de cereais, passando a dedicar-se ao ramo têxtil.

Em 17 de Janeiro de 1887 eram aprovados os estatutos da Companhia de Fiação e Tecidos de Fafe, com o capital de duzentos contos.

Depois de constituída a sociedade anónima, ficaram a dirigi-la: António Joaquim de Morais, José Ribeiro Vieira de Castro e João Evangelista da Silva Matos, tendo este último abandonado a direcção em 1890.
Em 1897, António Joaquim de Morais é substituído por Manuel de Lemos e, por morte de José Ribeiro Vieira de Castro, em 4 de Julho de 1905, Manuel Cardoso Martins, guarda-livros da fábrica desde 1897, sucede-lhe na gerência.

Em 1916 entrou para a direcção o sobrinho do fundador José Ribeiro Vieira de Castro.
Em 1909, empregava 450 operários e em 1927 é equipada com três turbinas eléctricas.

Em 1947 a fábrica dispunha de dezoito mil fusos e setecentos e oitenta e três teares mecânicos e cerca de mil e trezentos operários.

 

Esta, em 1914, dispõe de cantina, e em 1926, possui uma creche e lactário com duzentos leitos, escolas infantil e primária, tendo, em 1947, seis professores e a frequência de 400 crianças, para uma população de 1300 operários, sendo nesta altura equipada com 18000 fusos e 780 teares mecânicos.

Havia à disposição dos trabalhadores assistência médica, balneários, tendo sido construídos dois bairros operários de renda económica, um no lugar do Ferro e outro na freguesia de Antime.

Este espaço é simultaneamente um sítio histórico com interesse museológico, devido ao seu espólio, constitui-se, assim, como um núcleo museológico e um conjunto com interesse histórico e patrimonial.

Actualmente, como um núcleo museológico, é parte integrante de um roteiro de arqueologia Industrial da região do Ave.

 

O Sítio Museológico

Sítio museológico composto pelos espaços com importância natural, histórica e patrimonial situado nas margens do Rio Ferro.

- Canal de Alimentação de grande profundidade desvia a água do Rio numa larga distância marginando o Rio permitindo que a água passe tranquilamente e se pode seguir em passeio pedestre, como antigo trajecto operário.

- Tomada de Carga - uma comporta manual, de madeira e ferro, alçada por roldanas, para permitir a sua subida ou descida e a consequente entrada ou barramento da água para o canal de alimentação;
- Câmara de Carga;
- Comporta de Comando de Regulação - regulação da entrada da água, é um mecanismo de ferro, com roldanas, bem como os mecanismos de descarga do canal;
- Conduta Forçada - a água penetra numa conduta forçada que a conduz até à turbina, que se encontra na sala das máquinas;
- Canal de Descarga - uma vez turbinada, a água sai para o exterior através de um canal de restituição ou de descarga, que a conduz novamente ao leito do rio Ferro, seguindo o seu curso normal.

  • Bairro operário de São José de Antime, cujas características arquitectónicas repetem o modelo da fábrica

  • O trajecto pedonal do bairro à fábrica inscrito no trajecto da fábrica ao Bairro.

O Núcleo Museológico

Este núcleo constituído pelos edifícios distribuídos por vários pisos ajustados aos declives geomorfológicos da encosta do Rio Ferro.

O Núcleo centra-se em vários espaços, correspondendo:

- à sala das caldeiras

- a máquina a Vapor (1886)

- a chaminé

- a central hidroeléctrica constituída por três turbinas e respectivos geradores - alternadores (1924)

- Espólio móvel e equipamento industrial variado.

Na sala encontra-se igualmente o quadro de comando e manobra manual, onde se encontram instalados os amperímetros.

A central dispõe, como se disse, de um grupo gerador constituído três turbinas e respectivos geradores - alternadores (1924) e gerador - alternador

Fábrica do Ferro - Central

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fábrica do Ferro - Fafe - textos de Miguel Monteiro (ver) e (ver)

José Ribeiro Vieira de Castro - texto de Miguel Monteiro (ver)

 

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Companhia de Fiação e Tecidos do Bugio - Fafe - texto de Miguel Monteiro (ver)

Empresa Têxtil do Rio Ferro - Armil - Fafe - texto de Miguel Monteiro (ver)

Fábrica Fafense de Gasosas - Fafe - (ver)