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Câmara Municipal de Fafe



O nosso blogue

Notas

O Museu das Migrações e das Comunidades foi fundado por deliberação do Município de Fafe em 12/07/2001.  Um Museu que pretende aprofundar o conhecimento das migrações na diáspora portuguesa.




Conceito

 

O Museu da Emigração e das Comunidades propõe-se ter um âmbito nacional ao ser constituído por Núcleos Museológicos e Sítios Históricos da Emigração e do Retorno, organizando-se como um museu polinucleado, dado possuir extensões ou núcleos instalados em espaços físicos temáticos descentralizados do Museu distribuídos pela cidade.

Estes núcleos são unidades de memória que dependem do museu sede onde se situam os principais serviços técnicos, permitindo a adequada manutenção, desenhado para a valorização do espólio e das memórias de cada um deles e, do cumprimento das funções museológicas: investigar, preservar, comunicar.

Nestes lugares encontram-se os acervos documentais e museológicos de cada um dos núcleos, dando ao contexto de origem a compreensão dos fatores de emigração, bem como os da visibilidade do retorno. Por outro lado, os sítios históricos constituem-se como referências espacio-temporais da saída ou retorno ou por terem sido obra da iniciativa direta de emigrantes.

Por outro lado, o Museu está apoiado numa plataforma de informação concebida como uma construção de conteúdos para a dinamização de atividades de pesquisa, tendo como destinatários privilegiados os migrantes, descendentes e associações, nele envolvendo os estudiosos que centram os seus trabalhos nesta área temática, bem como aqueles que se encontram exilados ou refugiados, fundada em 12/07/2001.

Inscreve as suas finalidades na perspetiva do conhecimento da emigração portuguesa, nela incluindo o fenómeno que se verificou para a África, bem como aquele que se verifica nos nossos dias, detendo-se, particularmente:

. na emigração para o Brasil (séc. XIX e primeiras décadas do XX)

·na emigração para os países Europeus (2.ª metade do séc.XX)

Funda a sua existência no facto da mobilidade geográfica constituir um fenómeno estrutural da sociedade portuguesa, deixando marcas em todos os continentes, não excluindo a emergência da imigração como uma nova expressão de mobilidade em Portugal.

Enquadra a sua justificação quantitativa no facto de, entre 1855 e 1914, terem emigrado 1 296 268 portugueses e, no caso do Município de Fafe, entre 1834 e 1926, terem saído, 8722 pessoas. Já no século XX, em 1970, saíram para França 135 mil portugueses, constituindo, naquela década, a primeira comunidade estrangeira em França estimada em 860 000 pessoas. No ano 2000 os portugueses no estrangeiro somavam 4 806 353, repartidos pelos cinco Continentes.

Este projeto assenta, por outra lado, na visibilidade da descoberta dos efeitos da emigração nos territórios de destino e de retorno, e bem como nas expressões que refletem o cruzamento de culturas, transformando-as em marcas patrimoniais de história económica, social e cultural.


 

 

 

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Webmuseu e Estruturas Físicas Museológicas

Miguel Monteiro

O Webmuseu, como espaço comunicacional, é um projeto entendido como plataforma informativa e de dinamização de atividades de pesquisa e divulgação organizado nas seguintes vertentes: Salas temáticas, Arquivo, Casa Museu, Núcleos museológicos e Sítios Históricos, tendo em conta o Município de origem e a estrutura de serviços, integrando uma dimensão histórica nacional.

Na Sala da Diáspora constitui-se como uma base de dados, organizada por eixos geográficos: Europa, América do Norte, África, Ásia, Oceânia, Brasil e outros países da América do Sul, no sentido da identificação por via dos registos de passaportes;

na Sala da Memória dá-se visibilidade às expressões materiais e simbólicas da emigração nos lugares de destino e de retorno, na arquitetura, no trânsito das ideias, no desenvolvimento de iniciativas económicas, sociais e culturais expressas no espaço público urbano e rural e da filantropia, bem como as influências nos comportamentos na vida privada;

a Sala da Família procura construir ou aceder a genealogias da base de dados do NEPS – Núcleo de Estudos de População e Sociedade da Universidade do Minho, elaboradas através do Método de Reconstituição de Paróquias de Norberta Amorim, bem como completar a organização das genealogias, através de outras fontes documentais e de informações das famílias, bem como os aspetos da "história de vida" de cada um dos seus elementos;

a Sala das Comunidades dedica-se as associações de pessoas emigradas no Brasil, Europa, América do Norte, África, outros países da América do Sul, Ásia, permitindo o conhecimento da sua história, a divulgação das suas atividades e a manutenção de laços com os territórios de origem;

a Sala da Lusofonia divulga a vida e a obra de figuras associadas à construção do território da Lusofonia, evidenciando as expressões culturais mais significativas do tempo da apropriação dos territórios coloniais e daquele em que o Rio de Janeiro foi capital do Reino;

a Sala do Conhecimento disponibiliza-se para de divulgação de trabalhos científicos nos diferentes domínios do conhecimento da colonização e da emigração, nas suas múltiplas abordagens temáticas e perspetivas, procurando ainda dar visibilidade aos documentos, aos autores e às instituições científicas.

O conteúdo inscrito em cada uma destas categorias determina a organização estrutural informatizada do projeto, a qual deu sentido à sua automatização.

A Casa Museu, como museu Histórico, é um Centro de Interpretação, constituindo-se como uma das referências do Museu da Emigração estruturado em salas de reconstituição da origem, viagem, vivência migratória. Nele se expõem os objectos pessoais, reconstituindo ambientes ligados ao quotidiano da família, dando nota do processo migratório e de mobilidade social.

A localização procura valorizar o edifício, tendo em conta a localização espacial, as suas características arquitetónicas, a decoração do interior e respetivo mobiliário, bem como a história da Família do Brasileiro, em contextos público e privado. Na figura do emigrante sintetizam-se as expressões mais significativas da cultura portuguesa do século XIX e primeira metade do século XX.

Não se trata, portanto, de reinventar o passado, mas apenas o desejo de lhe instituir as leituras possíveis num quadro de perspetivas abertas, tendo em conta a diversidade dos visitantes como destinatários.

Os Núcleos Museológicos e Sítios Históricos decorrem, fundamentalmente, da Sala da Memória e constituem os espaços físicos, organizando um museu polinucleado, desenhado para a valorização do espólio e memória que lhes está associada. Nestes lugares e sítios encontrar-se-ão os acervos documentais e museológicos de cada um dos núcleos espalhados pelo país, dando ao contexto de origem a compreensão dos factores de emigração, bem como da visibilidade do retorno local.

No caso já estudado de Fafe, os núcleos mostram as expressões materiais e simbólicas do ciclo de Emigração e Retorno do Brasil, as quais se constituem como referentes para a construção dos núcleos museológicos: Casa do "Brasileiro de "Torna-Viagem", Hospital, Asilos, Instrução, Industrias, Passeio Público, Artes, Imprensa, Caminho-de-Ferro, Automóvel, Museu Hidroelétrico.

Nos núcleos valorizam-se os edifícios, tendo em conta a localização espacial, as suas características arquitetónicas, a decoração do interior e respetivo mobiliário. Na figura do "Brasileiro" sintetizam-se as expressões mais significativas da cultura portuguesa do século XIX e primeira metade do século XX, bem como as histórias particulares, em contexto do público e do privado.

Os espaços, objetos e territórios simbólicos, de carácter local, situado em Portugal são o testemunho objetivo do que, em sentido mais amplo, se designa por Dimensão Nacional do Retorno e corporiza o que foram os elos de ligação e da interação com os territórios da emigração.

Não se trata, portanto, de reinventar o passado, mas apenas o desejo de lhe instituir os núcleos das leituras possíveis num quadro de perspetivas abertas, tendo em conta a diversidade dos visitantes como destinatários.

O Centro Internacional de Estudos da Diversidade, com centro cultural, abre-se à realização de exposições permanentes e temporárias, bem como à organização das múltiplas atividades de natureza científica tendo como objetivos:

· "Dar a conhece - As contribuições dadas por emigrantes às suas sociedades de acolhimento; a diversidade e a riqueza das culturas de origem e; o direito a uma dupla pertença.

· Incluir e integrar: - Promover o sentido da pertença; permitir às comunidades que se sintam parte integral da nação; encontrar aspetos comuns e contribuir para uma identidade nacional.

· Construir uma consciência dos eventos que induziram indivíduos - e refugiados em particular – deixar a sua terra, desenvolvendo assim uma empatia entre a população do país de acolhimento. Mais geralmente, desconstruir os estereótipos ligados à imigração." (Unesco- Roma 2006)

Neste centro se cumprirá o âmbito internacional do projeto em articulação com os Migration Museums -UNESCO, sendo o Museu da Emigração e das Comunidades um dos fundadores, com a AEMI - The Association of European Migration Institutions e com a Fundação Casa de Rui Barbosa - Rio de Janeiro e desenvolvem as atividades científicas decorrentes dos protocolos estabelecidos com as Universidades do Porto, Aberta, do Minho.

O Arquivo Histórico e a Biblioteca das Migrações inscrevem-se o sentido da pesquisa, estudo e divulgação científica do fenómeno, bem como na descoberta dos indivíduos e dos quotidianos através de recuperação de documentos e objetos usados pelos emigrantes e descendentes, solicitando a doação ou depósito à guarda do museu, contribuindo, deste modo, para a investigação e estimulando a preservação e estudo da história da emigração e do emigrante. Constituem documentos com função ilustrativa e descritiva - cartas, diários, fotografias, objetos pessoais e mesmo a reconstituição de ambientes ligados ao processo migratório – tendo especial importância todas as categorias de documentos sistematicamente recolhidos e arquivados, na medida em que fornecem pistas, tanto para a localização de referências individuais como alimento para a pesquisas científicas suficientemente fundamentadas:

- os manifestos de embarque dos navios de passageiros; registos de passaportes concedidos, de saídas efetuadas e de entradas num outro país; as autorizações de residência ou de trabalho aí atribuídas; as contratações coletivas de mão de obra estrangeira; enfim, todos os censos; listas ou simples contagens que se refiram a populações imigradas são elementos preciosos num museu de migrações. (Rocha-Trindade, 2002)

Na seleção dos objetos teremos em conta o seu valor histórico/documental, os quais deverão cumprir os seguintes critérios: originalidade, autenticidade, singularidade e estado de conservação.

Após a doação, os objetos de qualquer natureza passam a ser propriedade intransferível e inalienável e consequentemente, não cabe, ao antigo proprietário, requerer ou solicitar responsabilidade ou vantagem sobre os materiais doados.

No caso de cedência temporária ou depósito à guarda do museu, cabe a esta entidade zelar pela sua conservação, garantindo a devolução definitiva ou temporária aos legítimos donos no prazo e condições protocoladas.

 

Os Serviços são geridos na plataforma virtual, na qual se perspetiva uma abordagem de carácter nacional do fenómeno da Emigração e nos serviços culturais e educativos dos núcleos.

Estes são um dos alicerces do museu, por animarem as suas atividades e estarem associadas aos conteúdos das Salas Temáticas.

 

Os principais serviços são: planeamento, execução e divulgação das atividades; apoio à descoberta de ascendência; informação sobre os territórios de origem; intercâmbios, contactos e realização de atividades de divulgação; ligação aos centros de conhecimento; recolha e organização documental, trabalhos científicos e bibliografia; organização de exposições temporárias e de natureza cultural e educativa, encontros e reuniões científicas, culturais e sociais.

Finalmente, o Centro de Investigação deste Museu, sendo constituído pelos pesquisadores que centram os seus estudos na área das migrações, constitui o eixo organizador da produção científica e a grande finalidade do projeto, ao mesmo tempo que é o lugar privilegiado para a sua divulgação.


Promotores e Instituidores

 

Sensibilizados para o estudo e divulgação da cultura portuguesa inscrita no processo da colonização e emigração e apostados na preservação dos laços com as comunidades de portugueses, tomaram a iniciativa de promover a criação do “Museu da Emigração: Comunidades e Luso - Descendência”, designado por "Museu da Emigração e das Comunidades", as seguintes Instituições:

. O Município de Fafe, por deliberação de 12/07/2001, proposta do Presidente José Ribeiro. (Dr.)

Associaram-se a esta iniciativa, como entidades instituidoras:

. Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais (Maria Beatriz Rocha-Trindade)

. Federação das Associações Portuguesas de França (José Machado)

. Casa da Cultura de Porto Seguro (Brasil) - (Comendador António Barros)

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Objetivos

 

. Promover o conhecimento do fenómeno da emigração e do retorno, reunindo, preservando e expondo documentação e objetos relacionados com a emigração.

. Promover a identificação de emigrantes, recorrendo aos registos oficiais da emigração, aos arquivos municipais, distritais e nacionais, a incluir numa Base de Dados.

. Criar uma Base de Dados Nacional de identificação de emigrantes e das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, com a possibilidade de ser auto -alimentada pelos visitantes.

. Procurar reconstruir Narrativas no âmbito de Histórias das vivenciadas da I/Emigração, fazendo do processo de recolha, realizado em contexto educativo, um instrumento de sensibilização para a valorização e compreensão das novas realidades. Fazer deste objetivo uma estratégia de promoção de formas de diálogo intercultural e intergeracional, partindo dos relatos produzidos por avós junto dos netos, seguindo as suas vivências como migrantes, identificando e valorizando o seu papel nos processos de desenvolvimento nas localidades de instalação/acolhimento e retorno, em diferentes domínios.

. Recuperar documentos e objetos associados à emigração e aos emigrantes e descendentes, solicitando a doação ou depósito à guarda do museu, contribuindo, deste modo, para a investigação e estimulando a preservação e estudo da história da emigração e do emigrante.

. Criar um espaço museológico como lugar físico organizador e gestor do conhecimento e da investigação.

. Promover o contacto com os emigrantes e com as comunidades, bem como dar a conhecer as suas iniciativas.

. Dar resposta às solicitações dos descendentes de emigrantes, no sentido de lhes prestar informações sobre a terra de origem, caso estes tenham perdido esse contacto.

. Promover a pesquisa do papel dos emigrantes nos territórios de acolhimento e de retorno na arquitetura, indústria, comércio, filantropia, jornalismo, associativismo, artes, inscrevendo como valor relevante a coesão social.

. Realizar encontros periódicos de emigrantes ou descendentes e visitas guiadas aos municípios de origem e dos que se destacaram, por via da emigração, em diferentes domínios: económico, social e cultural.

. Promover protocolos com Institutos de Investigação universitários nacionais e estrangeiros e contactos com investigadores com estudos na área, no sentido da alimentação de um centro documental e informático.

. Realizar exposições, conferências, debates, colóquios sobre temáticas que tenham como objeto a valorização do papel dos emigrantes e dos imigrantes nos territórios de origem, destino e retorno.

. Identificar e valorizar o património cultural material e imaterial.


 

Gestão

Caberá à Câmara Municipal de Fafe aprovar a estrutura, organização e funcionamento do espaço museológico, nomear o gestor/coordenador do projeto e proceder à elaboração de protocolos com as diferentes instituições e pessoas envolvidas.

 

Propriedade

Município de Fafe oficialmente registado

 

Gestor do Projeto/Coordenador


A nomeação do gestor do projeto é da competência das entidades gestora e instituidoras do projeto.
Cabe a este planear a instalação do espaço museológico, bem como promover todas as atividades do projeto, definir a estrutura, organização e funcionamento do espaço museológico.
Planear atividades a desenvolver.
Promover contactos com os colaboradores e instituições envolvidas no projeto.
Promover a criação, instalação e funcionamento dos Centros Documental e Informático.
Promover contactos com diferentes entidades, instituições e pessoas que se tornem relevantes para o desenvolvimento do projeto, sendo mandatado pelas entidades instituidoras.

Propor a elaboração de protocolos e definindo o seu âmbito e objetivos.

 

Equipa executiva

Administrador executivo

Dr. Antero Barbosa Fernandes


Museólogo
Nomeado pelas entidades instituidoras, caberá ao museólogo definir as orientações estratégicas e atividades do espaço museológico seguindo as orientações do Coordenador.

 

Gestor de recursos documentais


Ao documentalista cabe recolher, selecionar, organizar a bibliografia e documentação específica sobre emigração nacional, regional e local, bem como de outras fontes e registos do fenómeno da mobilidade e retorno nas suas múltiplas expressões.


O Centro de Documentação deverá proceder ao levantamento exaustivo em Portugal de registos identificativos nacionais, distritais e municipais de emigrantes, bem como no estrangeiro, através, nomeadamente, dos consulados.

Identificar, recolher e organizar bibliografia científica referente ao fenómeno migratório, no domínio científico e literário.

Recolher arquivos privados de famílias de emigrantes e outras formas de reconstituição de Histórias de vida e nomeadamente através da História oral.
Organizar registos de informação iconográfica: postais antigos, fotografia e outras fontes de informação visual significativa para o estudo da emigração e retorno.

Proceder ao levantamento das expressões de emigração retorno em todas as dimensões de transformação e caracterização do século XIX e XX.

 

Organização

Centro de Investigação/pesquisa e coordenação científica

 

É constituído pelos fundadores, por Professores de Universidades e de Institutos Superiores e por entidades que têm protocolo com o Museu e tem como finalidade principal acompanhar cientificamente o projeto, bem como dar pareceres sobre as linhas orientadoras das suas atividades. O Centro de Pesquisa/Investigação deste Museu é coordenado por áreas :

Os membros deste Conselho Científico têm na SALA DO CONHECIMENTO o lugar privilegiado para a divulgação dos seus trabalhos científicos e participam do centro de investigação do Museu.

 

O Conselho Consultivo

 

É constituído por Professores de Universidades e de Institutos Superiores e tem como finalidade dar pareceres sobre as linhas orientadoras das atividades do museu e integram o seu Centro de investigação/pesquisa.

 

Entidades com protocolo de colaboração

 

Os municípios portugueses e estrangeiros, bem com as instituições de natureza cultural poderão aderir ao projeto, criando delegações do espaço museológico, contribuindo para o funcionamento e alargamento geral do sistema centralmente gerido: Universidades; Fundações; Associações de Emigrantes; Consulados Portugueses no Estrangeiro; Municípios Portugueses e/ou com protocolo de geminação; Associação Nacional de Municípios.

 

Delegações municipais

 

Os municípios poderão vir a constituir-se como parceiros através de elaboração de protocolos de adesão, estudados caso a caso, obrigando-se ao cumprimento das orientações do projeto, quer na atividades de alimentação da Base de Dados, quer em atividades, beneficiando da divulgação da sua história.

 

Delegações Internacionais e protocolos

 

O museu tem delegados coordenadores em diferentes países, representando a instituição por delegação do Coordenador Geral. Serão estabelecidos protocolos com Universidades, instituições e públicas e privados estrangeiras, tendo como a finalidade o cumprimentos dos objetivos fundadores do projeto.

 

Colaboradores e visitantes

 

Este projeto está concebido para a participação ativa dos visitantes emigrantes, luso-descendentes ou Associações de emigrantes, usando a SALA DA DIÁSPORA, pela identificação nominal e descrevendo relatos da vivência de emigrante, os quais alimentarão a Base de dados. Esta Sala ganhará, ainda, amplitude com a colaboração permanente das instituições universitárias e a participação dos consulados.

 

Instalação

 

Este deverá possuir características arquitetónicas facilmente identificáveis com o fenómeno migrante (eventualmente uma casa de Brasileiro ou imóvel significativo), no qual seja possível detetar contextos da vivência migrante, expressos em documentos e objetos de mobiliário e iconografia da época e que permitam constituir o arquivo do Centro de Documentação e desenvolver atividades culturais de divulgação temática.

 

Financiamento

 

Um projeto amplo nas intenções e estruturado para o longo prazo tem o apoio da Câmara Municipal de Fafe, disponibilizando instalações, equipamentos, recursos técnicos e humanos.

Espera-se obter o apoio financeiro da Secretaria de Estado de Emigração, Secretaria de Estado das Comunidades, das dotações orçamentais provenientes de municípios associados, da prestação de serviços e da Associação de Amigos do Museu, quer sejam particulares ou empresas.

Conta com a possibilidade de vir a obter a colaboração do Instituto Português dos Museus e das instituições congéneres nacionais e estrangeiras.

 

Doações e Beneméritos do Museu

 Após a doação, os objetos de qualquer natureza passam a ser propriedade intransferível e inalienável e consequentemente, não cabe, ao antigo proprietário, requerer ou solicitar responsabilidade ou vantagem sobre os materiais doados.

No caso de cedência temporária ou depósito à guarda do museu, cabe a esta entidade zelar pela sua conservação, garantindo a devolução definitiva ou temporária aos legítimos donos no prazo e condições protocoladas

Padre Joaquim Ferreira - Pároco da Freguesia de Quinchães, ofereceu diversas bobines cinematográficas de 16 mm - com abordagens a temáticas do Brasil, datadas c. 1930

Dr. José Manuel Ferreira e Miguel Monteiro, ofereceram coleções de Postais antigos de Fafe

Eduardo da Rocha Mendes, oferta de documentação de família

João Rodrigues, (Paris) proprietário da RÁDIO PORTUGAL NO MUNDO ofereceu o espólio da rádio

Maria Luíza Vieira Campos e Carvalho - Documentos do fundo privado

Maria Eduarda Leite Castro - Documentos do fundo privado

 

Miguel Monteiro



Métodos e Fontes

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